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Poesia
Um escritor é apenas um mentiroso que se descobriu o suficiente para inventar suas verdades. É, também, atrevido o bastante para mostrá-las aos outros.


Torneira Aberta
Torneira Aberta Pingo, pingo, pingo e outro pingo. Absorto, não consigo levantar, mais um pingo! Mais um pingo pinga depois de outro. Desperdício em gotas, que pingam uma após a outra. Desperdício do tempo que passa gota a gota. O coração bate no peito; bate na pia, a gota. Do coração, o som que faz, só ouço tum, tum. Da gota que cai, o som que faz, só ouço poim, poim. Parou? Um silêncio cheio que invade os ouvidos. Não um silêncio atrás do outro, apenas o silêncio. Silên
Belfort Filho
22 de jan.1 min de leitura


Pingos
Pingos A chuva cai mansa lá fora, chiando nos telhados vizinhos, petelecando sobre meu teto. Teco, teco, teco: são esses os petelecos! Pingos e seus petelecos! Agora mais próximos uns dos outros, e a chuva não é mais tão mansa! O vento agora açoita a janela. Gotas escorrem pelo vidro, bailando ao sabor do vento. Umas teimam pela fresta e teimosamente me encontram a testa! De olhos fechados, vejo o vento chicotear as árvores! Vejo as verdes folhas molhadas em movimentos frenét
Belfort Filho
21 de jan.2 min de leitura


Olhar
Eis que surge o teu olhar, doce e meigo olhar. Olhar furtivo e anônimo que surge na multidão. Acidente de percurso, ou talvez predestinação. Não importa, do teu rosto meigo salvei o olhar. Mulher linda e voluptuosa que observo passar, Linda anônima parte dessa gente em turbilhão, Que pela curta calçada desfila em minha direção, Começando nosso breve caso de um único olhar. Vejo agora bem de perto a graça do teu desfilar. Pé ante pé, sinto que teu andar é pura tentação. O
Belfort Filho
15 de jan.1 min de leitura
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