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Olhar

  • Foto do escritor: Belfort Filho
    Belfort Filho
  • 15 de jan
  • 1 min de leitura

Eis que surge o teu olhar, doce e meigo olhar.

Olhar furtivo e anônimo que surge na multidão.

Acidente de percurso, ou talvez predestinação.

Não importa, do teu rosto meigo salvei o olhar.

 

Mulher linda e voluptuosa que observo passar,

Linda anônima parte dessa gente em turbilhão,

Que pela curta calçada desfila em minha direção,

Começando nosso breve caso de um único olhar.

 

Vejo agora bem de perto a graça do teu desfilar.

Pé ante pé, sinto que teu andar é pura tentação.

O tecido fino que tua pele toca é uma provação,

Que de profundo desejar me invade o pensar.

 

Receio o momento em que tudo possa acabar,

Quando te vir depois da máxima aproximação,

Nessa calçada ao meu lado e sem uma intenção,

Deixar o cheiro e o cabelo no meu ombro tocar.

 

Acabou, nada mais resta que não o distanciar.

Pé ante pé te deixo ir com aperto no coração.

Vai para lá, eu sigo sozinho em outra direção.

Mas hoje eu nunca vou esquecer o teu olhar.

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