top of page

Torneira Aberta

  • Foto do escritor: Belfort Filho
    Belfort Filho
  • 22 de jan.
  • 1 min de leitura

Torneira Aberta

 

 

Pingo, pingo, pingo e outro pingo.

Absorto, não consigo levantar, mais um pingo!

Mais um pingo pinga depois de outro.

Desperdício em gotas, que pingam uma após a outra.

Desperdício do tempo que passa gota a gota.

O coração bate no peito; bate na pia, a gota.

Do coração, o som que faz, só ouço tum, tum.

Da gota que cai, o som que faz, só ouço poim, poim.

Parou? Um silêncio cheio que invade os ouvidos.

Não um silêncio atrás do outro, apenas o silêncio.

Silêncio solitário daquela que não cai, a gota.

O silêncio martela os ouvidos em uma sala escura.

O som do ar passando pelas ventas é pior.

Gota, outra gota e seu som, poim, poim!

Monofonia maravilhosa da gota; apenas poim.

Gotas e gotas. Poim, poim, poim, poim, poim.

Em cada gota, uma centelha de luz; poim.

A janela entreaberta brilha no outro lado; poim.

A centelha que brilha dentro de cada gota é luz.

É o reflexo da janela que na gota reluz; poim.

Parou? Um silêncio cheio que invade os ouvidos.

Não um silêncio atrás do outro, apenas o silêncio.

Do coração, que som que faz?

Tum, tum, tum, não faz mais! 

Posts recentes

Ver tudo

1 comentário

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
Convidado:
23 de jan.
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Gotas que enchem o coração!

Curtir
bottom of page