Vento
- Belfort Filho
- 3 de jun.
- 1 min de leitura

O vento trouxe um cheiro bom.
Inspirei.
Minha infância entrou pelas minhas narinas.
Vi a mão de minha mãe mexendo a panela com uma colher de pau.
Ouvi o ranger cadenciado dos armadores da rede de meu pai a cada balanço.
Minha irmã mais nova correu para o quarto contrariada com alguma infantilidade; os outros dois continuaram assistindo He-man.
O cachorro corria no quintal.
Expirei.
Minha infância saiu pelas minhas narinas.





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